Celso de Mello envia à PGR pedidos de perícia no celular de Bolsonaro e novos depoimentos

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, enviou agora há pouco para Procuradoria-Geral da República uma série de notícias-crimes de partidos para a continuidade da investigação sobre as supostas interferências do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Nas notícias-crimes, estão pedidos como a apreensão do telefone celular de Jair Bolsonaro e de seu filho, Carlos Bolsonaro para perícia e novos depoimentos no inquérito.

Quando Sérgio Moro pediu demissão do Governo Federal, em abril, ele alegou sucessivas tentativas e efetivas interferências políticas na Polícia Federal por parte de Jair Bolsonaro. Desde então, a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, foi aberto um inquérito para apurar se o que o ex-ministro dizia era verdadeiro. 

No mesmo dia em que se demitiu, a TV Globo informou com exclusividade que nos dias anteriores, a deputada bolsonarista, Carla Zambelli, pedia a Sérgio Moro continuasse no governo Bolsonaro, dizendo que faria o presidente prometer uma vaga no Supremo Tribunal Federal, já que neste ano, alguns ministros se aposentam. Moro teria respondido: "Prezada, não estou à venda".

Uma outra peça-chave na investigação é a reunião ministerial realizada em 22 de abril, portanto, com Sérgio Moro sendo ministro da Justiça e Segurança Pública. Moro citou a videoconferência no seu depoimento à Polícia Federal em Curitiba, dizendo que ali haviam provas da interferência de Bolsonaro na PF, para blindar seus filhos. Em transcrição feita pela Advocacia-Geral da União (AGU), a defesa do presidente, o mesmo teria dito: "Não vou esperar f. (palavrão) minha família toda de sacanagem". O filho do presidente, senador Flávio Bolsnonaro, é investigado pela Polícia Federal do Rio de Janeiro pela prática da rachadinha, um tipo de lavagem de dinheiro.

Até as 17 horas de hoje, o ministro Celso de Mello deve anunciar se divulga apenas um trecho da reunião, como pede Jair Bolsonaro, ou se solta a íntegra, atendendo à Sérgio Moro.

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